O Café na Saúde

 

O CULTIVO NO BRASIL

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O CULTIVO NO BRASIL

O café chegou ao Brasil no século XVIII, do Pará foi levado ao Maranhão. Foi trazido da Guiana Francesa para o Brasil pelo Sargento-Mor Francisco de Mello Palheta a pedido do governador do Maranhão e Grão Pará, que o enviara às Guianas com essa missão. Já naquela época o café possuía grande valor comercial.

Minas Gerais e Rio de Janeiro, na Região da Baixada Fluminense, passou a ser cultivada e as fazendas se multiplicaram. Mais tarde no oeste paulista, as terras foram tomadas dos índios e a destruição da mata atlântica ocorreu para dar lugar as lavouras de café.

Devido às nossas condições climáticas, o cultivo de café se espalhou rapidamente, com produção voltada para o mercado doméstico. Em sua trajetória pelo Brasil o café passou pelo Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Num espaço de tempo relativamente curto, o café passou de uma posição relativamente secundária para a de produto-base da economia brasileira.

Em 1829, o café ocupava o terceiro lugar entre os produtos brasileiros vendidos a outros países. Na década seguinte ultrapassou a cana-de-açúcar e o algodão e assumiu o primeiro lugar nas exportações. O café brasileiro chegou a abastecer mais da metade do mercado mundial, melhorou a economia do país, mas não a vida do seu povo. O café doce para os ricos e amargos para os pobres.

 

 

Com a extinção do tráfico negreiro em 1850, oficialmente, o sistema colonial de produção entrou em colapso, e o avanço do café obedecia à nova lógica econômica capitalista. A base de toda a mudança foi o trabalho livre, assalariado. Com ele criou-se um mercado interno, urbanizaram-se os centros próximos às fazendas e pequenas indústrias começaram a se instalar. Migração em massa dos europeus, modernização do sistema de transportes, agilização dos sistemas de crédito para a produção e comercialização dos produtos agrícolas; enfim, com o café, o Brasil gradativamente se tornou uma sociedade capitalista.

Esta trajetória visualizada na exposição on line do Museu do CAFÉ em

http://www.museudocafe.com.br/exposicao/permanentes.asp

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