O Café na Saúde

 

CONCLUSÃO

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CONCLUSÃO

 

Ao desenvolver este projeto partimos das certezas de que a maioria das pessoas como nós que tomam café diariamente ignoram quais são as substâncias que apresenta. Como produto agrícola, popular e muito consumido no país, já era de conhecimento dos diferentes tipos de café, preços e algumas das variadas formas de preparo. Questionamos quais benefícios e danos para a saúde, fazendo analise com diferentes referências técnicas, científicas e médicas.

Como planta provavelmente originária da região de Kaffa, na Etiópia, teve seu cultivo controlado pelos árabes que protegiam a plantação com a própria vida. Por volta do século XVII os holandeses conseguiram as primeiras mudas e as cultivavam em estufas, no jardim botânico de Amsterdã e a partir desse fato o café passou a ser uma das bebidas mais consumidas do continente europeu e espalhou-se pelo mundo.

Introduzido no Brasil no século XVIII, o café brasileiro chegou a abastecer mais da metade do mercado mundial, melhorou a economia do país, mas não alterou a vida do seu povo. A exploração de trabalho permaneceu quando os escravos foram sendo substituídos pelo trabalho dos imigrantes europeus. A frase que sintetiza esse período está destacada em nosso relato: - O café doce para os ricos e amargos para os pobres.

 

Considerando que o processo de plantio, de colheita e o processo industrial terminam na mesa do consumidor, o café necessita de cuidados especiais, onde cada detalhe se transforma em importante aliado para a garantia de um resultado final de qualidade. Existe um rigoroso controle no padrão de qualidade, onde a indústria analisa, em laboratórios, todas as amostras de grãos antes do início do processo industrial (umidade, granulométrica adequada, teste de prova, coloração) tudo para garantir o padrão do seu café a cada novo lote que distribui aos supermercados. A ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café é a instituição responsável pelas análises e especifica o café em grãos, atribuindo qualidade diferenciada, superior ou gourmet considerando a avaliação global que é feita do produto. O nível mínimo de qualidade (NMQ) é 4,5. No mercado mundial a qualidade gourmet (7,3 até 10,0pontos) é obvio que tem seu preço elevado e alterado conforme as variações do dólar.

 

Avaliando os dados da comunidade científica e médica, se sabem que o café possui apenas 1 a 2,5 % de cafeína e diversas outras substâncias em maior quantidade que podem até ser mais importantes do que a cafeína para o organismo humano; entre elas: sais minerais, açúcares, lipídios, aminoácidos e niacina ou Vitamina PP, e farmacêuticas, como a própria cafeína (1 a 2,5%) e ácidos cloro gênicos (7 a 9%).

 

O consumo moderado de até cinco xícaras de café de 100ml por dia com (intervalo de 2 horas) não só não faz mal, mas inclusive podem trazer alguns benefícios à saúde, contribuindo na prevenção de várias doenças, como o câncer de cólon, diabetes, a doença de Parkinson e o mal de Alzheimer. Isso porque ele possui propriedades antioxidantes e protege os neurônios.

 

Apontam as pesquisas para benefícios à saúde nas áreas de cardiologia e ginecologia, na proteção contra o câncer, na prevenção de cáries dentárias e também possui atividade anti-inflamatória. Possui atividade antagonista opióide (bloqueia o desejo por álcool, tabaco, drogas), assim como um discreto efeito anti-obesidade. O café aumenta a performance durante o exercício prolongado (em atletas treinados).

 

Confirma-se que o café ajuda no alívio dos sintomas de asma, ajuda a manter crianças hiperativas relaxadas, bem como a prevenir a depressão e o suicídio. Ressaltando as recentes pesquisas sobre algumas substâncias contidas no café que inibem a integrase viral do HIV, estão abrindo um novo leque de possibilidades de cura para este mal da atualidade.

 

Desmistificamos a cafeína, pois parece ser uma fonte de dioxipurina ao organismo humano, atuando talvez como uma pré-vitamina, uma hipótese que ainda precisa de comprovação científica. A verdade é que o café possui outras vitaminas, como a niacina, riboflavina e piridoxina, embora em pequenas quantidades. Deixamos a todos a idéia-resultado final de nosso projeto O Café na Saúde:

 

- Como em várias situações, o café faz bem para o organismo, podendo até protegê-lo de algumas doenças quando ingerido em quantidades corretas, pois o exagero pode fazer mal!

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